O professor Guilherme Machado, docente de Inglês no Colégio Miramar, participou, entre 3 e 8 de agosto, no curso Inclusive Teaching with Artificial Intelligence (Ensino Inclusivo com Inteligência Artificial), promovido em Florença pela Europass Teacher Academy, no âmbito do projeto Erasmus+ "Abraçar a Interculturalidade 2.0". As sessões decorreram na Via dei Servi, a rua que liga a Catedral de Santa Maria del Fiore à Basílica da Santíssima Annunziata. Sob orientação da formadora Ayşe Merve Süt, doze docentes de oito nacionalidades trabalharam a diferenciação pedagógica com recurso à inteligência artificial.
O programa foi sobretudo prático, com produção de materiais em várias plataformas online. O docente destaca o trabalho de adaptação de um mesmo conteúdo a alunos com pontos de partida diferentes, os que precisam de apoio na leitura e os que precisam de ser desafiados, sem dividir a turma nem baixar o nível da discussão. Reunidos num kit de ferramentas testadas em aula, estes recursos serão apresentados ao corpo docente em workshop.
Houve ainda atividades culturais pela cidade e arredores, e uma troca constante de experiências entre realidades escolares muito distintas.
O balanço final foi de encontro aos objetivos do projeto. Acolher alunos estrangeiros não é só traduzir-lhes o material: é dar-lhes condições para participar, discordar e contribuir como qualquer outro aluno. Mas a inclusão não se esgota neles, pois o mesmo princípio vale para quem tem dificuldades de leitura, para quem aprende a outro ritmo, para quem chega de outra escola. A inteligência artificial ajuda a remover obstáculos e devolve ao professor tempo para o que a máquina não faz, seja conhecer cada aluno, seja mediar conflitos ou criar confiança. Uma comunidade diversificada, empática, inovadora e segura não se automatiza, constrói-se todos os dias, na sala de aula.